Férias

2007.Julho.1

Apesar de na próxima quarta-feira, 4 de Julho, haver as matrículas; apesar dos Directores de Turma terem a última conversa com os Encarregados de Educação e entregar as boas e/ou más notícias; apesar de ainda haver alguns alunos do 9º ano a fazerem exames de equivalência à frequência…

…podemos dizer, com verdade, que as férias já chegaram para os alunos!

Espero que no teu caso sejam merecidas.

E as férias não é não fazer nada. É uma oportunidade para fazer aquilo que não conseguimos durante o ano por estarmos ocupados. É aproveitar o tempo: estar mais tempo com a família e com os amigos, divertir-se, ouvir música, ir ao cinema, à praia ou ao rio, passear, descansar do estudo, mas ler e escrever…

Também nós encerramos por agora a actualização do blogue. E, como diz o slogan publicitário a uma marca de chocolates, “voltaremos no Outono mais frescos do que nunca”.


Mais do que ensinar

2007.Março.9

Tenho pensado em ti…

Nas expectativas que criei relativamente a ti, no que te posso ensinar, na forma como gostaria de fazer de ti alguém mais correcto, mais íntegro, mais bonito e adorável.

Penso nisso porque esta é a forma que encontrei de mudar o mundo.

Penso em ti porque me cabe a mim, em parte, a missão de te mostrar o que é certo e errado, o que te pode tornar mais ou menos feliz, melhor ou pior pessoa.

Penso em tudo isto porque não sei estar na vida de outra forma.

Penso… porque gosto de ti. Essa é uma verdade que me faz ter prazer em te ensinar o que me compete como professora, mas também como educadora, mulher, mãe, esposa, filha, cidadã, amiga… No fundo todas estas facetas são indissociáveis.

Acredito que a minha profissão pode ir muito mais longe que os conhecimentos que transmito e que farão de ti alguém mais competente no mundo do trabalho. Acredito que te posso mostrar um pouco do caminho para a felicidade e para a tua realização como pessoa.

Acredito igualmente que o mundo pode ser melhor se cada um de nós semear sorrisos, justiça, alegria, amizade e se afastar do que é menos positivo: as provocações, a violência, as inimizades e as injustiças.

É que nós influenciamos e construímos o mundo em que vivemos!!!

Quando vejo que os pensamentos e os sentimentos azedos tomam conta de ti e te tornam negro, observo de longe o meu fracasso.

Acredito no AMOR. Porque sei que ele resolve. Ele aproxima, adoça, alimenta a nossa alegria. Torna-nos mais justos, mais felizes, mais humanos, mais PESSOAS.

Mesmo quando nos fazem mal, é preciso virar a página e continuar a acreditar no Amor, mesmo que para isso seja necessário engolir um ou outro sapo e fazer um ou outro sacrifício. Isso só nos engrandece e nos torna mais belos.

Com carinho

A professora

Ana Paula Pascoal


Sementes e semeadores

2006.Novembro.24

Queridos alunos e alunas:
Algumas pequenas sementes,
Gostaria agora de colocar nas vossas mãos.

Lembrai-vos que foi semente a vossa vida,
No grande milagre da sua aparição.

Não esqueçais
Que é fruto de uma semente lançada com amor,
A existência singular de cada um de vós.

Tocai essas sementes,
E recordai os semeadores da primeira hora,
Os vossos pais,
Que primeiro semearam
Em dor e amor,
Em esperança e confiança,
Este tempo que agora é vosso.

Eles acreditaram em vós,
Antes mesmo de verem
O fruto nascer!

É semente a vossa vida,
A germinar, a florescer, a frutificar,
No terreno fértil da vossa consciência,
Do vosso pensamento, do vosso coração!
Dará frutos, doces ou amargos,
Segundo o dom e a liberdade de cada um.

Tomai, estas sementes, entre mãos,
E vereis que outros semeadores,
Deitaram a mão, ao arado,
No lavradio difícil das vossas vidas,
Tantas e ainda por desbravar.

Semeadores,
Foram os vossos professores,
Que acreditaram na força vital
Das boas sementes, do bem, da ciência e da verdade
Só essas sementes podiam encher de frutos
As vossas mãos puras e vazias.
Pais e professores, demais educadores,
Aceitaram a tarefa desta sementeira,
E, com a paciência do lavrador,
Deixarão, para outros, a hora da ceifa.

Dou-vos agora um pequenino
Saco de sementes!

Elas são as coisas pequeninas
Destes verdes anos,
Que hão-de ganhar caule
E dar o precioso fruto,
Nos tempos vindouros,
Que porventura,
Só vós gozareis.

Estas sementes
São a nossa vida na vossa vida.
São a vossa vida na vida de cada um de nós!

Acreditai:
Sois a nossa Terra prometida,
Os filhos da nossa eleição!
A nossa alegria mais profunda
É que deis muito fruto!

A. Madureira e A. Gonçalo


A melhor criação

2006.Novembro.16

“I only ask of God”

2006.Novembro.7


I only ask of God
He won’t let me be indifferent to the suffering
That the very dried up death doesn’t find me
Empty and without having given my everything

I only ask of God
He won’t let me be indifferent to the wars
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people

People… people… people

I only ask of God
He won’t let me be indifferent to the injustice
That they do not slap my other cheek
After a claw has scratched my whole body

I only ask of God
He won’t let me be indifferent to the wars
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people

People… people… people

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

People… people… people