Depois da Visita de Estudo

2008.Fevereiro.20

O que era excelente acabou!

Voltámos ao que é bom: as aulas!!!

Podes consultar algumas das fotos da Visita de Estudo aqui ao lado, na coluna da direita; há mais ainda: basta clicares em “More Photos”.

Também podes deixar um comentário neste post, quer sejas um aluno participante na Visita de Estudo ou não. Os comentários são igualmente permitidos aos professores, auxiliares da acção educativa e pais ou encarregados de educação.

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Visita de Estudo a Lisboa

2008.Fevereiro.14

Programa:

* Dia 14 de Fevereiro

08h. 00 – Saída da Escola

10h. 30 – Lanche (Mealhada)

13h. 00 – Almoço (piquenique em Belém)

14h. 30 – Visita ao Mosteiro dos Jerónimos

16h. 30 – Lanche (ainda em Belém)

17h. 00 – Visita à Sinagoga da Comunidade Israelita

19h. 30 – Jantar (Centro Comercial Colombo)

22h. 15 – Saída de Lisboa

23h. 00 – Chegada à Pousada da Juventude de Almada


*
Dia 15 de Fevereiro

07h. 30 – Levantar

08h. 00 – Pequeno-Almoço

09h. 30 – Visita à Comunidade Hindu

11h. 00 – Visita ao Estádio José de Alvalade

12h. 30 – Almoço (Agrupamento de Escolas de Telheiras)

13h. 30 – Saída de Lisboa

16h. 00 – Lanche (Mealhada)

18h. 00 – Chegada à Escola


Copiar não vale

2008.Fevereiro.4

“Antigamente, muito antigamente, quando a escola ainda era risonha e franca, os professores eram velhos e tinham cãs (ainda haverá hoje quem saiba o que isto quer dizer, para lá dos fanáticos das palavras cruzadas?) e barbas brancas que infundiam respeito e criavam simpatia (ainda haverá hoje alguém que recorde esta poesia que a minha geração aprendeu de cor?) – copiar era coisa muito feia.

Era-se penalizado por isso.

Podia reprovar-se num exame por isso.

“Ser apanhado a copiar” era expressão temida por causa das consequências que trazia consigo.

Claro que não havia certamente aluno nenhum que não o tentasse em momento de aperto, pedindo ao colega da frente que o deixasse olhar para uma resposta que lhe escapava; ou trazendo de casa minúsculas cábulas que enfiava nos punhos da camisola ou noutro lugar mais propício a uma rápida consulta, cada um tentando inventar maneiras mais subtis e originais de as fazer, sem se lembrarem de que os professores também tinham passado por essa fase e sabiam o que eles próprios também tinham “inventado” em matéria de copianço…

Mas todos sabiam que estavam a copiar e que isso não era exactamente uma coisa muito louvável…

Hoje em dia são os professores que ensinam os alunos a copiar. Que os incentivam a copiar.

Hoje em dia a cópia está institucionalizada

Hoje em dia os alunos nem entendem que possa ser de outra maneira.

Chamem-lhe o que quiserem “descarregar”, “fazer download”, o que quiserem: nunca deixará de ser uma cópia.

Eu chego a uma escola e ouço “Os alunos fizeram muitos trabalhos a seu respeito”. E encontro 50, 100, 200 trabalhos rigorosamente iguais; iguais, por sua vez, aos que já tinha encontrado na escola anterior, e na outra, e na outra, com os mesmos erros (nem a Wikipedia nem o Google são infalíveis…), com as mesmas desactualizações, com palavras difíceis de que nenhum deles sabe sequer o significado, etc..

Os meninos são ensinados a mexer num computador, a carregar nos botõezinhos necessários para que o texto apareça – mas depois ninguém lhes ensina que isso não basta, e que trabalhar e pesquisar não é isso. Isso é, pura e simplesmente, copiar. E, como se dizia no meu tempo, copiar não vale.

É claro que, quando lhes tento explicar isto, eles nem entendem de que é que eu estou a falar.

O pior é que os professores, quase todos eles muito jovens, também não.

Sorriem, ah como os meninos se esforçaram (?), ah como os trabalhos estão tão bem apresentados, e eu acabo por sorrir também, eu entendo que hoje em dia ser professor não é fácil – mas fico a pensar o que vão aqueles meninos fazer depois, quando mais tarde lhes exigirem mesmo outro tipo de pesquisa e eles não souberem o que é que lhes estão a pedir.

É evidente que, como em tudo, há uma ou outra (mas tão rara…) excepção, quase sempre até em escolas com grandes dificuldades e longe dos grandes centros, onde a tecnologia ainda não chegou em força e eles têm, coitados, de puxar pela cabeça…

E se há, é porque é possível.”

Alice Vieira, Jornal de Notícias, 03 de Fevereiro de 2008