Queridos alunos e alunas:
Algumas pequenas sementes,
Gostaria agora de colocar nas vossas mãos.
Lembrai-vos que foi semente a vossa vida,
No grande milagre da sua aparição.
Não esqueçais
Que é fruto de uma semente lançada com amor,
A existência singular de cada um de vós.
Tocai essas sementes,
E recordai os semeadores da primeira hora,
Os vossos pais,
Que primeiro semearam
Em dor e amor,
Em esperança e confiança,
Este tempo que agora é vosso.
Eles acreditaram em vós,
Antes mesmo de verem
O fruto nascer!
É semente a vossa vida,
A germinar, a florescer, a frutificar,
No terreno fértil da vossa consciência,
Do vosso pensamento, do vosso coração!
Dará frutos, doces ou amargos,
Segundo o dom e a liberdade de cada um.
Tomai, estas sementes, entre mãos,
E vereis que outros semeadores,
Deitaram a mão, ao arado,
No lavradio difícil das vossas vidas,
Tantas e ainda por desbravar.
Semeadores,
Foram os vossos professores,
Que acreditaram na força vital
Das boas sementes, do bem, da ciência e da verdade
Só essas sementes podiam encher de frutos
As vossas mãos puras e vazias.
Pais e professores, demais educadores,
Aceitaram a tarefa desta sementeira,
E, com a paciência do lavrador,
Deixarão, para outros, a hora da ceifa.
Dou-vos agora um pequenino
Saco de sementes!
Elas são as coisas pequeninas
Destes verdes anos,
Que hão-de ganhar caule
E dar o precioso fruto,
Nos tempos vindouros,
Que porventura,
Só vós gozareis.
Estas sementes
São a nossa vida na vossa vida.
São a vossa vida na vida de cada um de nós!
Acreditai:
Sois a nossa Terra prometida,
Os filhos da nossa eleição!
A nossa alegria mais profunda
É que deis muito fruto!
A. Madureira e A. Gonçalo
Publicado por Tim
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Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.
















